11 de agosto de 2015

Hoje é um dia muito especial, pelo menos para mim, porque é meu aniversário! O mês de Agosto sempre é muito especial, sempre acontece coisas incríveis e momentos que vou levar para o resto da vida. Como uma leonina de verdade gosto de me achar falar um pouquinho do meu aniversário e dessa vez compartilhar com vocês algumas curiosidades.

Alguém se lembra que a um ano atrás eu vim aqui e fiz uma listinha de 17 coisas que todo intercambista deve fazer? Pois bem, este ano trago para vocês as 18 coisas que eu fiz no meu intercâmbio e isso me deixou morrendo de saudades de um ano atrás que eu nem sabia se meu visto iria ficar pronto lembram? Graças a uma divina força superior deu tudo certo e hoje venho dizer que durante este ano aprendi tanta coisa e tive tanta experiência boa que foi difícil escolher apenas 18 coisas que fiz no meu intercâmbio.


Nesses 18 anos de aprendizagem na vida houveram muitos momentos de sorrisos e muitos momentos de lágrimas que fizeram com que eu aprendesse a cair e a me levantar, apesar de algumas vezes ainda precisar de uma mãozinha, e tudo isso serviu de amadurecimento. A maioria desses tombos foi durante esses 10 meses que passei longe de casa, o que fez com que eu aprendesse ainda mais a me virar sozinha e poder experimentar o gostinho da vida após os 18 aonde tudo exige uma responsabilidade a mais.


Fico muito feliz por estar aqui mais um ano de vida escrevendo no meu cantinho preferido e para isso vamos parar de blablabla e ir direto ao assunto hahaha


1 ✈  Comi muito por isso engordei muito também 

2 ✈ Gastei muito dinheiro com viagens e lugares que eu queria conhecer 

3 ✈ Fui para Chicago duas vezes 
4 ✈ Fiz um curso técnico de Design Gráfico 
5 ✈ Consegui sobreviver a uma temporada de atletismo (e hoje sinto muita falta) 
6 ✈ Andei em um lago totalmente congelado 
7 ✈ Aprendi a fazer cookies 
8 ✈ Dancei em todas as festas que fui 
9 ✈ Voltei falando bem o inglês 
10 ✈ Conheci gente de uma grande parte do mundo. Alemanha, México, Vietnam, Guatemala, Índia... 
11 ✈ Fui a jogos de basketball, softball, baseball, football, voleyball mais os track meetings 
12 ✈ Criei uma relação muito boa com a minha host family 
13 ✈ Tirei fotos de shorts na neve e com a temperatura -3º C
14 ✈ Fui a várias fogueiras e comi s'mores 
15 ✈ Aprendi a valorizar tudo que tenho e a agradecer tudo o que meus pais podem me proporcionar 
16 ✈ Me fantasiei e pedi doces no Halloween 
17 ✈ Fiz viagens inesquecíveis com a minha família e com meus amigos 
18 ✈ Usei muito a desculpa "Ai eu me perdi! Teria como você me dar mais tempo para fazer a prova, trabalho, lição? Não estou conseguindo entender o inglês" rsrsrs 

Essas foram as 18 coisas que fiz no intercâmbio. Vocês conhecem alguém que já passou por alguma situação parecida? Conta ai! Espero que tenham gostado e que me acompanhem até o ano que vem <3

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4 de agosto de 2015

Desde que cheguei aqui nos Estados Unidos quis ir para Chicago, até porque são apenas duas horas de viagem ate lá. Estava programado para irmos em Dezembro mas minha host mom gastou tanto no Black Friday que estava sem dinheiro então deixamos para o Spring Break. Foi então que uma mulher da igreja nos convidou para irmos com ela já que dois parentes tinham desistido de última hora e ela tinha dois tickets para um ônibus de viagem mas que na verdade é aquele de compras igual quando o pessoal do interior freta um ônibus para ir fazer compra na 25 de Março. 

Isso tudo aconteceu em dois dias e eu só tinha $30. Acordamos bem cedinho e fomos para Paw Paw aonde o ônibus estaria nos esperando. Pegamos o ônibus que por sinal era muito legal, bem confortável, com free WiFi e como estávamos na época do Natal fizeram um sorteio com vários brindes legais, como de costume sou muito azarada e não ganhei nada. 

Logo após 2hrs de viagem chegamos a Chicago, foi quase surreal ver tanto prédio e gente andando na rua depois de tanto tempo olhando apenas para o milho, deu aquela sensação de que existe mundo fora da caixa. 



Parecíamos caipiras pela primeira vez na cidade grande pois não sabíamos pra que lado ir. Tínhamos um mapa e decidimos ir conhecer um shopping que estava perto de nós. O shopping é bem grande e se chama Woodfield Mall ondetem a Nordstorm e muitas outras lojas legais e de grife.








Após andarmos por todo o shopping fomos andando pela Michigan Avenue e parando nas lojinhas pelo caminho como a loja de doces, loja da famosa pipoca de Chicago até chegarmos no ponto turístico mais famoso da cidade que é o Cloud Gate. Lá é bem legal e no meio de uma praça bem bonita, estava tudo enfeitado para o Natal o que deixou o local mais iluminado e com bastante turistas. Demos uma espremida e até conseguimos tirar umas fotos bem legais.








Como o tempo era curto não ficamos muito tempo lá então fomos almoçar em um restaurante que tem a melhor pizza que já comi na vida. Passamos no Walgreens para comprar alguns snacks e bebida já que em outro lugares eram um absurdo de caro. Andamos, andamos, andamos e continuamos andando até chegar na Macys  (111 North State StreetChicago, IL 60602) que é ENORME com sei lá quantos andares que você se perde lá dentro fácil. Fiz minha primeira compra na MAC Cosmetics e estava bem feliz, fomos conhecer a loja e tirar algumas fotos.



O tour na Macys foi bem rápido então saímos para ver as vitrines que são bem conhecidas pela decoração de natal. Eu não achei nada demais e todas estavam tão lotadas que parecia que a Beyoncé estava vestida de mamãe noel posando pra tirar foto. Foi então que eu brasileira ouvi uns batuques que pareciam maracatu e ai corri pra dar uma conferida mas na verdade era um grupo de africanos que faziam um som muito legal com tambores de plástico e tudo em uma vibe reciclável, fiquei encantada. 




Old Navy e na frente tinha muitas lojas que eu queria ver mas não tínhamos tempo pois queríamos ir para um outro shopping enorme que tem em Chicago com todas as lojas que você pode imaginar. Para irmos até lá pegamos um táxi e eu me senti em O Diário Veste Prada quando Andy chega em Paris e observa tudo com brilho nos olhos. 


Este tão famoso shopping se chama Water Tower Place e é bem bonito, estava tão lotado que precisei tirar todos os meus casacos possíveis pois estava morrendo de calor. Fomos a Vicroria's Secret, F21, Sephora, LEGO Store e muitas muitas outras lojas. Era tão grande que conseguimos nos perder lá dentro. 




O dia estava chegando ao fim e estávamos famintos o que nos restou ir a um restaurante maravilhoso que a partir deste dia virou o meu preferido. O nome é The Cheesecake Factory e não só vende cheescake mas como todo tipo de comida saborosa. Fiz um pedido de um frango com aspargos que estava divino! Para a sobremesa, confesso eu que estava ansiosa para esta parte, pedi um Lima Cheescake que foi uma das melhores coisas que já comi na minha vida. Tinha um sabor cítrico como de lima e docinho com um chantilly caseiro não muito melado, estava tudo na medida certa. 


Após tanta comilança saímos de lá até tristes mas o dia não tinha acabado e ainda tínhamos que andar bastante até chegar no ponto em que o ônibus nos buscaria. Passamos pela H&M e de longe vi a TopShop e outras lojas incríveis. Como a noite chegou as luzes natalinas foram acesas e tudo ficou mais perfeito do que já estava. A decoração estava impecável mas estava bem frio e ventando bastante fazendo jus o apelido da cidade windy city.  

Infelizmente eu não tinha $$$ então o que gastei foi com comida ate porque era o necessário mas ainda consegui comprar um batom da MAC que estava louca e a Bonnie me deu outro de natal, Beatriz estava des-ma-i-a-da. 





Voltamos para o ônibus cansados e eu com aquela vontade de morar em Chicago para sempre mas ai caiu a ficha que moramos na roça, depois disso eu tive a certeza que só volto para os Estados Unidos se for para vir em uma cidade grande mas agora quando se trata de Kalamazoo e Decatur.... não, não é pra mim. Até agora estou apaixonada por Chicago e pretendo voltar lá mais vezes para conhecer o que não tive oportunidade. Acho bem bacana você ir se tiver oportunidade mais vai com a cabeça aberta para conhecer e não para fazer compras porque aquele lugar é um absurdo de caro até mais que São Paulo mas vale a pena todo centímetro em que você andar por lá ❤

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3 de agosto de 2015

Nunca imaginei que recomeçar um blog fosse mais difícil e que me tomasse mais coragem do que iniciar um.

Meu nome é Beatriz Ferreira e criei o Voyageur com a proposta de contar tudinho sobre meu intercâmbio para os Estados Unidos. Fui e depois de doze meses voltei com três malas enormes (e uma carry on) de coisas pra compartilhar com quem tem o mesmo sonho que a Beatriz de um ano atrás. Gostaria de explicar que deixei tudo de lado porque eu mesma quis, o blog estava tomando o tempo em que eu poderia estar aproveitando a melhor experiência da minha vida e foi ai que deixei tudo de lado e fui viver o que eu tinha para viver. Então vivi e hoje estou aqui para recomeçar o que ainda não terminei.

O Voyageur foi um projeto muito importante na minha vida e que me dediquei noites e noites para que se transformasse em realidade e apesar de tudo não consigo deixar de lado o cantinho que construí, e que passa por contínuas reformas, para compartilhar as minhas experiências.

Então o que será de tudo isso?

Sinto que será um recomeço sem maiores interesses, promessas ou expectativas. Irá fluir naturalmente assim como tudo na vida de um (a) leonino (a). Sem começo, meio ou fim. Tudo misturado mas ao mesmo tempo tudo muito organizado.

Espero que vocês possam acompanhar essa nova fase do blog e da minha vida e sejam novamente bem vindos (as) viajantes!

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23 de fevereiro de 2015

An exchange is change. Rapid, brutal, beautiful, hurtful, colourful, amazing, unexpected, overwhelming and most of all constant change.
Change in lifestyle, country, language, friends, parents, houses, school, simply everything.

An exchange is realizing that everything they told you beforehand is wrong.An exchange is going from thinking you know who you are, to having no idea who you are anymore to being someone almost entirely new. You know how it feels like to be on your own. Away from home, with no one you know or love. And you find out that you can actually do it.
An exchange is thinking. All the time. About everything. Thinking about those strange differences, the strange food, the strange language. About why you’re here and not back home. About how it’s going to be like once you come back home. How your mother and father are going to react when you see them again. About who’s hanging out where this weekend, and what you’d be doing if you’re there. Worrying about who’s going to like you here, or if anyone here will like you at all. Who will invite you to things when you first step into the school, and in the end where you’re supposed to go, when you’re invited to ten different things.

Thinking about what’s right and what’s wrong. About the point of all this. About who you want to be, what you want to do. About whether you should go home after school, or hang out at someone’s place until midnight. Someone you didn’t even know a few months ago. And about what the hell that guy just said.
An exchange is people. Those incredibly new and foreign people, who look at you like you’re an alien. Those people who are too afraid to talk to you, and those people that you’re too afraid to talk to. And those people who actually talk to you. Those people who know your name, even though you have never met them. Those people you just know to stay away from, or those that are actually nice but are just different than anyone you’ve ever met before. Those people who make fun of you and your country. All those people, who aren’t worth your giving a damn. And those people who invite you into their homes, into their lives. Who keep you sane. Who become your friends.

An exchange is music. New music; music you will remember all your life as the soundtrack of your exchange. Old music; music that will make you cry because all those lyrics express exactly how you feel, so far away. Music that will make you feel like you could take on the whole world.

An exchange is uncomfortable. It’s feeling out of place, like a fifth wheel. It’s talking to people you don’t like. It’s trying to be nice all the time. It’s wanting to climb into the bigger bed and wait out the storm, but knowing the bigger bed is an ocean and a few thousand miles away. It’s cold, freezing cold. It’s homesickness, it’s awkward silence and its feeling guilty because you didn’t talk to someone at home. Or feeling guilty because you missed something because you were talking on Skype.

An exchange is great. It’s meeting people from all over the world. It’s having a place to stay in almost every country of the world and seeing beautiful landscape you never would have known existed. It’s knowing you’ve accomplished things some people never accomplish in their lives before you’re even 18.

An exchange is exchange students. The most amazing people in the whole wide world. Those people from everywhere who know exactly how you feel and those people who become your absolute best friends even though you only see most of them 3 or 4 times during your year. The people, who take almost an hour to say their final goodbyes to each other. Those people with the jackets full of pins. All over the world.
An exchange is falling in love with this amazing, wild, beautiful country. And with your home country at the same time, with a new thankfulness. And with the people there as well, wanting nothing more than to take them home with you at the end.

An exchange is frustrating. Things you can’t do, things you don’t understand. Things you say, that mean the exact opposite of what you meant to say. Mixing up which language you’re trying to speak and questioning a word’s existence in your mother language.

An exchange is not a year in your life. It’s a life in one year.

An exchange is nothing like you expected it to be, and everything you wanted it to be.

An exchange is the best year of your life so far. Without a doubt. And it’s also the worst. Without a doubt.

Exchange is something you will never forget, something that will always be a part of you. It is something no one back at home will ever truly understand.

And it is realizing that you can be on your own, that you are an independent person, carrying more wisdom and world knowledge than most adults that you know.

An exchange is a turmoil of every emotion possible.

An exchange is everything.

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9 de fevereiro de 2015
Voltei e agora é para ficar! Tive o mês de Janeiro agitado cheio de provas semestrais, trabalhos para entregar e viagem no meio disso tudo. Foi mal galera prometi que ia postar toda semana e furei mas tamo aqui de volta na atividade hehehe

Hoje vou falar um pouco sobre a minha opinião de ter host siblings de outro país na mesma casa que você. Algumas organizações dão a chance de você escolher se quer ou não. Quando preenchi meu application para a CASE, minha organização dos Estados Unidos, coloquei que não queria ter host siblings. Ué Bia mas por que? Bom eu tenho uma irmã mais velha e uma sobrinha que é como se fosse uma irmã mais nova então queria experimentar a vida de filha única. Outra razão foi porque sempre tem histórias de pessoas com problemas com seus host brothers/sisters como por exemplo ciúmes, mancadas e também você vai ter contato direto com duas culturas diferentes.

Alguns podem achar que essa coisa de novas culturas é bom mas tudo depende da pessoa, eu posso ficar explicando aqui o por quê não assinei o papel em que autorizava host siblings o dia todo mas não vai ter muito sentido já que o fato é: eu não estava afim de "enfrentar" possíveis problemas com esse host brother/sister então preferi nem arriscar.

Como toda escolha nessa vida essa também teve o lado positivo e o negativo. O lado positivo é que o quarto é só meu, tenho meu próprio banheiro, maior contato com a minha host family e ninguém me enche o saco. Já o negativo é porque as vezes passo bastante tempo sozinha e meus host parents não tem os mesmos assuntos que nós adolescentes temos mas tudo isso mudou quando eles me deram a Duchess, gatinha mais linda desse mundo, então não me sinto mais sozinha e fico bastante tempo na escola então converso o que quiser com meus amigos e quem falou "ahhh mas você não ta aprendendo sobre outras culturas, perdeu a oportunidade de compartilhar sobre o Brasil" SABE DE NADA!! Aqui somos em 7 intercambistas e convivo com eles na escola e fora dela então não to perdendo é nada.

Todos os intercambistas de Decatur tem host brother/sister de outro país e eu sou a única sozinha mas no final isso é muito bom sabe, eu gosto bastante pois isso varia de pessoa pra pessoa eu to feliz e se pudesse voltar não teria assinado aquele papel de novo.

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3 de fevereiro de 2015
Antes de vir para o intercâmbio o que eu mais temia era o inglês. Fiz um ano de inglês em uma escola próxima de casa e que ensinava aquele método mais comum de oito anos. Eu não gostava das aulas e percebi que eles não saiam do lugar, ficam aprendendo a mesma coisa por seis meses e as pessoas eram muito chatas. Pedi pra trocar de escola e a minha mãe foi atrás de outra escola de inglês. Fui parar na primeira turma teen da nova escola na cidade, a Wise Up, e foi ali que em três anos e meio fiquei ate vir para o intercâmbio.

O curso deles é de quatro anos e pelo menos eu amo este método de ensino já que é rápido e prático, não fica voltando e voltando e voltando tudo novamente. Infelizmente não me graduei lá então não tenho diploma, faltaria só mais seis meses para completar o curso mas vim pro intercâmbio antes disso.

Sempre fui uma pessoa muito preguiçosa quando se trata de estudar então mesmo sabendo que eu estava prestes a vir pro intercâmbio não estudei nada, só continuei escutando as minhas músicas em inglês, assistindo vlogs gringos e li A Culpa é das Estrelas em inglês.

Logo de cara, no avião, eu já tive problemas de comunicação. Eles não conseguiam entender e eu não conseguia explicar que só queria o papel para a alfândega. No primeiro dia eu estava nervosa e tímida então o pessoal deu um crédito, ajudando com a pronuncia, nas palavras erradas e fingindo que me entendia só balançando a cabeça mas com uma cara de wtf. Até que consegui explicar tudo que queria e tirar algumas dúvidas, fiquei surpresa porque no Brasil eu nunca tinha praticado conversação.
O primeiro momento é um choque, você está tão nervoso (a) que consegue entender e explicar tudo mas depois de alguns dias que se passam e seu cérebro consegue relaxar, o bicho pega. Parecia que na minha primeira semana eu entendia tudo na escola e o que meus host parents diziam mas na segunda semana senti que tudo que eu sabia foi apagado. Eu não sabia montar uma frase que fizesse sentido. Foi muito difícil pois ai que caiu a ficha que eu não sabia nada sobre inglês. Minha pronúncia era toda errada e minha escrita era um desastre. Também descobri que os professores brasileiros me ensinaram muita coisa errada.

Neste momento entrei em desespero, dorflex me salvou todas as noites porque sentia que a minha cabeça podia explodir a qualquer momento. Eu não entendia nada o que os professores diziam e sempre pedia para que falassem mais devagar.

Minha host mom é a minha professora de inglês particular 24hrs por dia. Ela me corrige em tudo, muita gente não gosta de ser corrigido mas eu adoro pois estou aqui pra aprender e ainda não estou 100% boa. Ela tambem esta me ajudando a fazer um levantamento do meu avanço conforme os meses forem se passando e agora já estou no nível "sabe se comunicar com qualquer pessoa e entender mas ainda tem dificuldades em se expressar e dar sua opinião" hahaha

Como disse, o começo foi muito difícil pelo menos para mim. A toda hora você esta aprendendo uma nova palavra e essa palavra vai entrando para o seu vocabulário sem que você perceba e quando me toquei depois de quatro meses eu já estava assistindo aula como todos os outros aulos.

Outra coisa que fiquei bem feliz foi porquê aqui eles assistem MUITOS filmes, não temos netflix mas sempre estamos assistindo filme, e quando cheguei não entendia muito bem e hoje entendo tudinho o que falam! Também tem as músicas na rádio que já entendo 60% e aprendo a cantar muito mais rápido que no Brasil. O que me falta é sonhar em inglês, sonho muito que meus host parents foram para o Brasil ou meus pais vieram pra cá e os quatro estão juntos mas ta todo mundo falando em português haha

Acho que é valido você se esforçar um pouco mais no inglês alguns meses antes de chegar mas você estudando ou não vai ter dificuldades quando chegar, a não ser que você já tenha um inglês muito bom.

Durante uma aula de química eu estava conversando com algumas meninas e elas comentaram na minha frente "Your accent is so cute. But Your english..." E fizeram uma cara tipo "não to entendo nada querida" foi então que decidi ir a biblioteca e pegar alguns livros para começar a ler e isso esta me ajudando muuuuito. Sinto que meu vocabulário cresceu e é muito gratificante você ler algo e entender tudo, você sente que todo o seu esforço esta valendo a pena. Tenho certeza que daqui mais seis meses vou voltar para o Brasil com um inglês fluente ou quase perto disso.

Em uma festinha de intercambistas começamos a comparar os sotaques e como isso afetava nosso inglês. Os brasileiros, por exemplo, tem muita dificuldade quando a palavra tem um r no meio. Estou aqui a quatro meses e a palavra squirrel é uma das mais difíceis e quando tentam me mostrar a diferença não tem!!! Palavras como people e ukulele fazem com que eu seja zoada a cada vez que pronuncio, não sei por quê.

Conheci uma brasileira que mora aqui a mais de 10 anos e advinha? Ela tem sotaque! e muito mais forte que o meu, vai entender. O importante são as pessoas te entenderem e você entender as pessoas, sotaque é só charme ;)

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20 de janeiro de 2015

Hoje é o primeiro post em que estou escrevendo para uma blogagem coletiva. Sempre vi os temas mas ficava com preguiça de escrever ate tomar vergonha na cara e participar do Rotaroots. 

Rotaroots é um grupo de blogueiros (as) que compartilham, trocam ideias, visando a motivação, inspiração e a criatividade. Um amor ne?!

Nesse mês de janeiro lançaram o tema da blogagem coletiva lá no grupo e gostei tanto que não podia deixar de fazer, então com uma pitada de intercâmbio e com ajuda de uns amigos intercambistas:

Coisas que eu sempre quis dizer (mas nunca disse)

1° Eu amo o Brasil: Eu sou brasileira com muito orgulho e muito amor, apesar de todos os problemas econômicos e políticos do nosso país não existe outro com uma cultura tão riquíssima, um povo tão caloroso, lugares lindos como o Brasil. 

2° Que todos os meninos americanos são lerdos. (Carol Rangel) 

3° Alguns americanos são um saco: Assim como alguns brasileiros também são um saco, americanos, holandeses, chineses o mundo todo tem sempre aquele pra te fazer esteriotipar toda a nação.

4° Estou nos Estados Unidos para estudar e não para fazer compras: Todo intercambista tem aquela pessoa do Brasil que nunca falou contigo mas quando sabe que você esta fazendo intercâmbio chega de mansinho no facebook ate tacar a bomba: Tem como você me trazer um iPhone, iPad, iPod, fone de ouvido, PlayStation, Xbox, tênis, maquiagem, stripper, ou dinheiro pra mim? Eu te pago quando você chegar aqui. NÃO NÃO E NÃO.

5° Me deixe reclamar em paz! 


Aqui não é tudo perfeito, tem muitos problemas e so quem esta na pele pode entender.


6° Que arrotar é nojento e dizer "excuse" depois não deixa isso menos feio. (Gabriela Aquino)


7° Quem foi o idiota que inventou Collins type 1, 2, 3, pular linhas, 10% summary e todas essas bostas que só complicam tudo?


8° Para todos aqueles que me chamam de tudo menos Beatriz: Qual o seu problema?


9° Os meninos não devem ter namoradas porque fedem e tem os dentes que me fazem querer vomitar (Milena Dutra)


10° Americanos são ignorantes: Eles tem tudo para aprender sobre outras culturas e outros países mas o mundo deles so da a volta no proprio umbigo, nada mais.

11° Americanos não sabem fazer festa, são falsos e existe desodorante!! (Laura Santos) 

12° Vai voltar para o Brasil rolando?  Vou, vou sim. Alias, quer um donuts?

13° Não é porque sou intercambista que sou idiota: As vezes pensam que porque somos intercambistas não entendemos a língua então podem falar o que quiserem na nossa frente e precisamos ser tratados como crianças de cinco anos.

14° As meninas são porcas. Arrotam e peidam na mesma freqüência que respiram. (Cami Resende) 

15° Comer pizza com ketchup não é de outro mundo, queridos.






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