23 de fevereiro de 2015

An exchange is change. Rapid, brutal, beautiful, hurtful, colourful, amazing, unexpected, overwhelming and most of all constant change.
Change in lifestyle, country, language, friends, parents, houses, school, simply everything.

An exchange is realizing that everything they told you beforehand is wrong.An exchange is going from thinking you know who you are, to having no idea who you are anymore to being someone almost entirely new. You know how it feels like to be on your own. Away from home, with no one you know or love. And you find out that you can actually do it.
An exchange is thinking. All the time. About everything. Thinking about those strange differences, the strange food, the strange language. About why you’re here and not back home. About how it’s going to be like once you come back home. How your mother and father are going to react when you see them again. About who’s hanging out where this weekend, and what you’d be doing if you’re there. Worrying about who’s going to like you here, or if anyone here will like you at all. Who will invite you to things when you first step into the school, and in the end where you’re supposed to go, when you’re invited to ten different things.

Thinking about what’s right and what’s wrong. About the point of all this. About who you want to be, what you want to do. About whether you should go home after school, or hang out at someone’s place until midnight. Someone you didn’t even know a few months ago. And about what the hell that guy just said.
An exchange is people. Those incredibly new and foreign people, who look at you like you’re an alien. Those people who are too afraid to talk to you, and those people that you’re too afraid to talk to. And those people who actually talk to you. Those people who know your name, even though you have never met them. Those people you just know to stay away from, or those that are actually nice but are just different than anyone you’ve ever met before. Those people who make fun of you and your country. All those people, who aren’t worth your giving a damn. And those people who invite you into their homes, into their lives. Who keep you sane. Who become your friends.

An exchange is music. New music; music you will remember all your life as the soundtrack of your exchange. Old music; music that will make you cry because all those lyrics express exactly how you feel, so far away. Music that will make you feel like you could take on the whole world.

An exchange is uncomfortable. It’s feeling out of place, like a fifth wheel. It’s talking to people you don’t like. It’s trying to be nice all the time. It’s wanting to climb into the bigger bed and wait out the storm, but knowing the bigger bed is an ocean and a few thousand miles away. It’s cold, freezing cold. It’s homesickness, it’s awkward silence and its feeling guilty because you didn’t talk to someone at home. Or feeling guilty because you missed something because you were talking on Skype.

An exchange is great. It’s meeting people from all over the world. It’s having a place to stay in almost every country of the world and seeing beautiful landscape you never would have known existed. It’s knowing you’ve accomplished things some people never accomplish in their lives before you’re even 18.

An exchange is exchange students. The most amazing people in the whole wide world. Those people from everywhere who know exactly how you feel and those people who become your absolute best friends even though you only see most of them 3 or 4 times during your year. The people, who take almost an hour to say their final goodbyes to each other. Those people with the jackets full of pins. All over the world.
An exchange is falling in love with this amazing, wild, beautiful country. And with your home country at the same time, with a new thankfulness. And with the people there as well, wanting nothing more than to take them home with you at the end.

An exchange is frustrating. Things you can’t do, things you don’t understand. Things you say, that mean the exact opposite of what you meant to say. Mixing up which language you’re trying to speak and questioning a word’s existence in your mother language.

An exchange is not a year in your life. It’s a life in one year.

An exchange is nothing like you expected it to be, and everything you wanted it to be.

An exchange is the best year of your life so far. Without a doubt. And it’s also the worst. Without a doubt.

Exchange is something you will never forget, something that will always be a part of you. It is something no one back at home will ever truly understand.

And it is realizing that you can be on your own, that you are an independent person, carrying more wisdom and world knowledge than most adults that you know.

An exchange is a turmoil of every emotion possible.

An exchange is everything.

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9 de fevereiro de 2015
Voltei e agora é para ficar! Tive o mês de Janeiro agitado cheio de provas semestrais, trabalhos para entregar e viagem no meio disso tudo. Foi mal galera prometi que ia postar toda semana e furei mas tamo aqui de volta na atividade hehehe

Hoje vou falar um pouco sobre a minha opinião de ter host siblings de outro país na mesma casa que você. Algumas organizações dão a chance de você escolher se quer ou não. Quando preenchi meu application para a CASE, minha organização dos Estados Unidos, coloquei que não queria ter host siblings. Ué Bia mas por que? Bom eu tenho uma irmã mais velha e uma sobrinha que é como se fosse uma irmã mais nova então queria experimentar a vida de filha única. Outra razão foi porque sempre tem histórias de pessoas com problemas com seus host brothers/sisters como por exemplo ciúmes, mancadas e também você vai ter contato direto com duas culturas diferentes.

Alguns podem achar que essa coisa de novas culturas é bom mas tudo depende da pessoa, eu posso ficar explicando aqui o por quê não assinei o papel em que autorizava host siblings o dia todo mas não vai ter muito sentido já que o fato é: eu não estava afim de "enfrentar" possíveis problemas com esse host brother/sister então preferi nem arriscar.

Como toda escolha nessa vida essa também teve o lado positivo e o negativo. O lado positivo é que o quarto é só meu, tenho meu próprio banheiro, maior contato com a minha host family e ninguém me enche o saco. Já o negativo é porque as vezes passo bastante tempo sozinha e meus host parents não tem os mesmos assuntos que nós adolescentes temos mas tudo isso mudou quando eles me deram a Duchess, gatinha mais linda desse mundo, então não me sinto mais sozinha e fico bastante tempo na escola então converso o que quiser com meus amigos e quem falou "ahhh mas você não ta aprendendo sobre outras culturas, perdeu a oportunidade de compartilhar sobre o Brasil" SABE DE NADA!! Aqui somos em 7 intercambistas e convivo com eles na escola e fora dela então não to perdendo é nada.

Todos os intercambistas de Decatur tem host brother/sister de outro país e eu sou a única sozinha mas no final isso é muito bom sabe, eu gosto bastante pois isso varia de pessoa pra pessoa eu to feliz e se pudesse voltar não teria assinado aquele papel de novo.

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3 de fevereiro de 2015
Antes de vir para o intercâmbio o que eu mais temia era o inglês. Fiz um ano de inglês em uma escola próxima de casa e que ensinava aquele método mais comum de oito anos. Eu não gostava das aulas e percebi que eles não saiam do lugar, ficam aprendendo a mesma coisa por seis meses e as pessoas eram muito chatas. Pedi pra trocar de escola e a minha mãe foi atrás de outra escola de inglês. Fui parar na primeira turma teen da nova escola na cidade, a Wise Up, e foi ali que em três anos e meio fiquei ate vir para o intercâmbio.

O curso deles é de quatro anos e pelo menos eu amo este método de ensino já que é rápido e prático, não fica voltando e voltando e voltando tudo novamente. Infelizmente não me graduei lá então não tenho diploma, faltaria só mais seis meses para completar o curso mas vim pro intercâmbio antes disso.

Sempre fui uma pessoa muito preguiçosa quando se trata de estudar então mesmo sabendo que eu estava prestes a vir pro intercâmbio não estudei nada, só continuei escutando as minhas músicas em inglês, assistindo vlogs gringos e li A Culpa é das Estrelas em inglês.

Logo de cara, no avião, eu já tive problemas de comunicação. Eles não conseguiam entender e eu não conseguia explicar que só queria o papel para a alfândega. No primeiro dia eu estava nervosa e tímida então o pessoal deu um crédito, ajudando com a pronuncia, nas palavras erradas e fingindo que me entendia só balançando a cabeça mas com uma cara de wtf. Até que consegui explicar tudo que queria e tirar algumas dúvidas, fiquei surpresa porque no Brasil eu nunca tinha praticado conversação.
O primeiro momento é um choque, você está tão nervoso (a) que consegue entender e explicar tudo mas depois de alguns dias que se passam e seu cérebro consegue relaxar, o bicho pega. Parecia que na minha primeira semana eu entendia tudo na escola e o que meus host parents diziam mas na segunda semana senti que tudo que eu sabia foi apagado. Eu não sabia montar uma frase que fizesse sentido. Foi muito difícil pois ai que caiu a ficha que eu não sabia nada sobre inglês. Minha pronúncia era toda errada e minha escrita era um desastre. Também descobri que os professores brasileiros me ensinaram muita coisa errada.

Neste momento entrei em desespero, dorflex me salvou todas as noites porque sentia que a minha cabeça podia explodir a qualquer momento. Eu não entendia nada o que os professores diziam e sempre pedia para que falassem mais devagar.

Minha host mom é a minha professora de inglês particular 24hrs por dia. Ela me corrige em tudo, muita gente não gosta de ser corrigido mas eu adoro pois estou aqui pra aprender e ainda não estou 100% boa. Ela tambem esta me ajudando a fazer um levantamento do meu avanço conforme os meses forem se passando e agora já estou no nível "sabe se comunicar com qualquer pessoa e entender mas ainda tem dificuldades em se expressar e dar sua opinião" hahaha

Como disse, o começo foi muito difícil pelo menos para mim. A toda hora você esta aprendendo uma nova palavra e essa palavra vai entrando para o seu vocabulário sem que você perceba e quando me toquei depois de quatro meses eu já estava assistindo aula como todos os outros aulos.

Outra coisa que fiquei bem feliz foi porquê aqui eles assistem MUITOS filmes, não temos netflix mas sempre estamos assistindo filme, e quando cheguei não entendia muito bem e hoje entendo tudinho o que falam! Também tem as músicas na rádio que já entendo 60% e aprendo a cantar muito mais rápido que no Brasil. O que me falta é sonhar em inglês, sonho muito que meus host parents foram para o Brasil ou meus pais vieram pra cá e os quatro estão juntos mas ta todo mundo falando em português haha

Acho que é valido você se esforçar um pouco mais no inglês alguns meses antes de chegar mas você estudando ou não vai ter dificuldades quando chegar, a não ser que você já tenha um inglês muito bom.

Durante uma aula de química eu estava conversando com algumas meninas e elas comentaram na minha frente "Your accent is so cute. But Your english..." E fizeram uma cara tipo "não to entendo nada querida" foi então que decidi ir a biblioteca e pegar alguns livros para começar a ler e isso esta me ajudando muuuuito. Sinto que meu vocabulário cresceu e é muito gratificante você ler algo e entender tudo, você sente que todo o seu esforço esta valendo a pena. Tenho certeza que daqui mais seis meses vou voltar para o Brasil com um inglês fluente ou quase perto disso.

Em uma festinha de intercambistas começamos a comparar os sotaques e como isso afetava nosso inglês. Os brasileiros, por exemplo, tem muita dificuldade quando a palavra tem um r no meio. Estou aqui a quatro meses e a palavra squirrel é uma das mais difíceis e quando tentam me mostrar a diferença não tem!!! Palavras como people e ukulele fazem com que eu seja zoada a cada vez que pronuncio, não sei por quê.

Conheci uma brasileira que mora aqui a mais de 10 anos e advinha? Ela tem sotaque! e muito mais forte que o meu, vai entender. O importante são as pessoas te entenderem e você entender as pessoas, sotaque é só charme ;)

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20 de janeiro de 2015

Hoje é o primeiro post em que estou escrevendo para uma blogagem coletiva. Sempre vi os temas mas ficava com preguiça de escrever ate tomar vergonha na cara e participar do Rotaroots. 

Rotaroots é um grupo de blogueiros (as) que compartilham, trocam ideias, visando a motivação, inspiração e a criatividade. Um amor ne?!

Nesse mês de janeiro lançaram o tema da blogagem coletiva lá no grupo e gostei tanto que não podia deixar de fazer, então com uma pitada de intercâmbio e com ajuda de uns amigos intercambistas:

Coisas que eu sempre quis dizer (mas nunca disse)

1° Eu amo o Brasil: Eu sou brasileira com muito orgulho e muito amor, apesar de todos os problemas econômicos e políticos do nosso país não existe outro com uma cultura tão riquíssima, um povo tão caloroso, lugares lindos como o Brasil. 

2° Que todos os meninos americanos são lerdos. (Carol Rangel) 

3° Alguns americanos são um saco: Assim como alguns brasileiros também são um saco, americanos, holandeses, chineses o mundo todo tem sempre aquele pra te fazer esteriotipar toda a nação.

4° Estou nos Estados Unidos para estudar e não para fazer compras: Todo intercambista tem aquela pessoa do Brasil que nunca falou contigo mas quando sabe que você esta fazendo intercâmbio chega de mansinho no facebook ate tacar a bomba: Tem como você me trazer um iPhone, iPad, iPod, fone de ouvido, PlayStation, Xbox, tênis, maquiagem, stripper, ou dinheiro pra mim? Eu te pago quando você chegar aqui. NÃO NÃO E NÃO.

5° Me deixe reclamar em paz! 


Aqui não é tudo perfeito, tem muitos problemas e so quem esta na pele pode entender.


6° Que arrotar é nojento e dizer "excuse" depois não deixa isso menos feio. (Gabriela Aquino)


7° Quem foi o idiota que inventou Collins type 1, 2, 3, pular linhas, 10% summary e todas essas bostas que só complicam tudo?


8° Para todos aqueles que me chamam de tudo menos Beatriz: Qual o seu problema?


9° Os meninos não devem ter namoradas porque fedem e tem os dentes que me fazem querer vomitar (Milena Dutra)


10° Americanos são ignorantes: Eles tem tudo para aprender sobre outras culturas e outros países mas o mundo deles so da a volta no proprio umbigo, nada mais.

11° Americanos não sabem fazer festa, são falsos e existe desodorante!! (Laura Santos) 

12° Vai voltar para o Brasil rolando?  Vou, vou sim. Alias, quer um donuts?

13° Não é porque sou intercambista que sou idiota: As vezes pensam que porque somos intercambistas não entendemos a língua então podem falar o que quiserem na nossa frente e precisamos ser tratados como crianças de cinco anos.

14° As meninas são porcas. Arrotam e peidam na mesma freqüência que respiram. (Cami Resende) 

15° Comer pizza com ketchup não é de outro mundo, queridos.






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15 de janeiro de 2015

Em um dia eu e minha host mom voltávamos da igreja. Pensei, tive a ideia, fui cara de pau e pedi na lata: podemos ir ao lago Michigan? Ela ficou bem surpresa mas expliquei que desde quando descobri que viria para o estado de Michigan eu e meu pai pesquisamos muito sobre o tão grande lago e eu estava muito curiosa para conhecer. Lake Michigan é um dos cinco maiores do mundo e o maior dos Estados Unidos, é como se fosse um oceano mas com água doce, existem até cruzeiros que passeiam por ele na temporada de verão.

É lindo! Também gostaria de conhecer o lago antes de estar todo congelado no inverno.








O dia estava frio pois era começo de outono mas tinha um solzinho e o tempo estava bem aberto. Chegamos em casa deixamos nossas coisas e seguimos caminho até South Haven. 

A viagem dura em torno de 40 minutos e passamos por diversas cidades até chegar lá. South Haven é uma cidade linda, a rua que da para o lago é toda enfeitada e achei muito fofa com padarias e diversas lojas. 


O pier é enorme e com vários barcos. O lago estava bem agitado com ondas enormes, a areia é igual de praia e tem um parquinho para as crianças. Começou a ficar muito frio e ventando demais, o tempo começou a armar e ficou dessa cor linda, um azul bem escuro. 







Decidimos voltar pra casa mas antes passamos em uma padaria deliciosa e compramos cookies deliciosos. 

O passeio foi curto mas bem legal provavelmente vou voltar lá mais vezes. 

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13 de janeiro de 2015

Quando pensamos em intercâmbio logo imaginamos High School Musical e foi o que achei até chegar aqui.
 
No Brasil estudava no SESI uma escola pequena com cerca de 200 alunos e apenas 60 do terceiro ano. Na minha atual escola os números são praticamente os mesmos.
 
A escola é pequena pelo fato das cidades vizinhas terem suas próprias escolas assim não é necessário que junte todos os alunos de uma certa região. Apesar de ser bem diferentes de High School Musical - ninguém nunca começou a cantar na cafeteria, tristeza - existem algumas semelhanças como os armários, a comida e alguns esportes.
 
Levo cerca de 10 minutos de carro de casa até a escola, as aulas começam ás 7:50am e cada uma tem cerca de 50 á 60 minutos sem contar 3 minutos que temos para irmos aos armarios e pegarmos os materiais necessários para a próxima aula. As escolas nos Estados Unidos são integrais então saio da escola as 3:10pm.
 
Horário de aulas e matérias

7:10am até 8:50am - Álgebra 

Chego e já vou para a aula. Álgebra é matemática e para convalidar minhas notas no MEC preciso de matemática nos primeiros seis meses. A aula é bem engraçada, amo meu professor pois ele é bem descontraído e ensina muito bem. Estou melhor em matemática do que em outras matérias que costumava ser boa no Brasil, uhul!

8:55am até 9:55am- Digital Design

Logo após Álgebra vamos para o breakfast, temos dez minutos para comer e assim ir para o laboratório de computadores onde o professor mais baixinho e fofo do mundo nos espera sempre com um sorriso no rosto e de bom humor. Essa é a minha aula preferida, sempre pensei em seguir a carreira de Design e pelo jeito que as coisas estão andando este é o meu futuro. Junto com a aula nós fazemos parte do Yearbook Club que é aquele famoso álbum com todos os acontecimentos das escolas americanas durante o ano letivo. Nós somos encarregados de tirar fotos de jogos, bailes, atividades e aulas. No final temos que montar as páginas e para isso trabalhamos com web design, redação de artigos, edição de fotos e no meio disso tudo temos as aulas normais que incluem aprender um pouquinho de edição de vídeo, coloração em programas de edição de fotos, pesquisas... MUITA COISA! Mas eu faço com tanto amor que as vezes fico até depois das aulas terminarem retocando meus projetos.

9:58am até 10:58am- Espanhol Avançado

Decidi fazer outra língua porque tenho muito interesse em ser poliglota, amo aprender sobre novas culturas e línguas, aprendo relativamente fácil o problema é sempre pra falar, não sei o que da mas penso certo e falo errado. Na minha cidade tem muitos mexicanos, então ate voltar para o Brasil pretendo focar no meu espanhol e tentar praticar com alguns amigos. Também para nós brasileiros o espanhol é bem fácil pois temos algumas palavras cognatas e aquele sotaque latino que deixa os gringos de queixo no chão.

11:01am até 11:31am Intervation A e Lunch B
11:31am até 12:01pm Intervantion B e Lunch A 


Não sei as outras escolas mas a minha escola tem um programa muito legal. Como eles tem cerca de 300 alunos e pouco espaço na cafeteria tiveram que criar alguma coisa para uma turma fazer o lanche primeiro e em seguida a segunda turma. Mas ai você se pergunta: o que a segunda turma irá ficar fazendo enquanto a primeira turma esta lanchando??? E minha resposta será: Intervantion!!
 

Durante 30 minutos temos a oportunidade de aprender uma coisa totalmente diferente do que estamos estudando em todas as aulas regulares e também os professores usam este tempo como uma aula reforço para quem precisa. Todo final de mês nós temos que fazer um teste em todas as aulas sobre tudo o que aprendemos no mês e se você não passar neste teste irá para a Intervantion dessa aula para que o professor possa te dar uma atenção maior e possa te explicar melhor a matéria ate você entender tudinho, legal né?!  No começo do mês eles nos dão uma lista com todas as intervantions, nós escolhemos quais queremos e se ficarmos de reforço em alguma matéria o nome do professor estará no seu schedule. Temos 5 intervantions por semana, uma para cada dia, o nosso horário de lanche muda sempre porque se eu escolher uma intervantion no horário A terei o Lunch B já que o Lunch A terá intervantion B, sacaram??
 

As intervantions que já fiz foram: todo mês la to eu no reforço de Química rs, reforço de Álgebra , reforço na aula de Inglês, Inglês para intercambistas, Traveling America, Vídeo Crew, Anatomy, Teacher Assistant, Civics, Leadership, Career Explorations...
 

Se tiverem dúvidas ou maiores curiosidades sobre isso me falem que irei fazer um post mais aprofundado no assunto.

12:01pm até 1:04pm- Química


É difícil? Pra mim sim, nunca tive uma aula de química igual a essa ou nunca prestei muita atenção nas aulas teóricas no Brasil. É a aula mais difícil pois aqui usamos laboratório com coisas que explodem, pegam fogo, mudam de cor, fedem, matam, fazem o bem, mortas, vivas, imaginárias etc. Já pensei em sair dessa aula por quê é muito difícil, eu sempre tiro nota baixa nas provas e fico de reforço mas apesar de tudo estou aprendendo muito e fiquei sabendo que química ta aniquilando no Enem!! Então não vou sair não.


01:07pm até 02:07pm- Civis and Economics

No começo foi difícil pois estudamos a Constituição dos EUA todinha e eu não sabia de nada mas agora esta bem melhor e adoro essa aula pois sempre discutimos sobre outros países, civilização, direitos humanos, economia, politica, história e muito sobre Estados Unidos. Ate por quê vocês já ouviram falar que americano é patriota? Então tudo se aprende na escola, eles idolatram o país deles mais do que tudo, bem diferente de nós brasileiros que desde nossas aulas de história sempre ouvimos julgamentos sobre nosso país.

2:10pm até 3:10pm- Literatura do Mundo ou Inglês 

Aprendemos sobre gramática, lemos livros, fazemos pesquisas e é igualzinho a aula de português no Brasil, no começo ate confundia e falava que tinha português em vez de inglês, não tenho muito o que falar dessa aula. Não fede e nem cheira, sabe como é. A classe é muito engraçada a galera é bem doida e zoa demais a professora que é daquelas que vemos nos filmes bem chata e malvada hehehe

Eu não faço Ed. Fisica por quê sougorda só tenho cinco aulas e teria que matar Digital Design ou Espanhol, ai deixei pra fazer no segundo semestre. Não temos muitos esportes na escola porque é pequena e não tem fundos $$ para dar conta de tanta coisa mas os esportes que temos é: Vôlei fem, futebol americano masc, coss country fem&masc, basketball fem&masc, wrestling masc, track and field fem&masc, baseball masc e softball fem. 

Acabou fi-nal-men-te! Demoro para postar porque levo tanto tempo para escrever que acabo desistindo. Desculpa gente mas adoro contar pra vocês tudinho, já que odiava quando ia ler alguma coisa sobre intercâmbio e não explicavam as coisas nos detalhes!! Sou curiosa e só trabalho com mínimos detalhes 💆
 
Beijos e fui.

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4 de janeiro de 2015


Este é o assunto que todo mundo quer saber por quê é o que realmente importa. Então demorou mas chegou!!! O post, não o dinheiro
 

Quando você começa a planejar um intercâmbio, e você não é rico e milionário como eu, a primeira coisa que se vem na mente é o dinheiro. Quanto custa para fazer um intercambio? O que preciso pagar antes de ir? Como seus pais te mandam dinheiro? Então em especial para você fiz vários tópicos diferentes mas sobre o mesmo assunto para tentar mostrar ao maximo o quanto este investimento todo esta custando, espero que ajude!
  • Moeda local
Nos Estados Unidos a moeda oficial é o dólar. Então a maioria dos pagamentos é diretamente em dólar o que pode alterar o valor final dependendo do dia em que você ler este post. Tentarei dar os valores mais altos e importantes em dólar, assim vocês podem converter e saber o quanto estará em real com o valor do dia, já que esta em constante mudança.
  • Quanto custa o programa de intercâmbio?
Existe a diferença entre o programa de 6 meses e 10 meses. Na minha agência por exemplo a diferença era de mil dólares. Por uma experiência maior e por ser mais fácil voltar antes do que estender o intercâmbio decidimos optar pelos 10 meses que na época teve um total de: $8,000.
  • Vacinas
Tive que tomar muitas vacinas, em um dia tomei quatro, e elas não foram baratas. Dependendo da agência, organização e país pode haver mudanças nas vacinas necessárias e também pode variar o preço de um laboratório para outro dando o final de R$700.
  • Passaporte e Visto
Tanto passaporte como visto tem taxas para serem pagas no meio do processo. A taxa DS160 para o visto foi $160 e a taxa para o passaporte R$350.
  • Xerox/scanner e outros documentos
Em casa não temos scanner e nem Xerox então todo documento tínhamos que pagar para enviar já que todo o processo foi online, gastamos cerca de R$250. Também usamos esse dinheiro para imprevistos de documentação que faltou pelo caminho como autorização de viagem para menor de idade e autenticação do mesmo em cartório. 
  • Utensílios de viagem e presentes
Nunca viajei sozinha então comprei roupa para o primeiro mês, melhor coisa que fiz, absorvente, lentes de contato, bolsas etc  Mais todos os presentes do Brasil para a família americana que deu um total de R$750.
  • Passagem Aérea (ida e volta)
Foi de ultima hora, de uma semana para outra, então talvez tenha sido um pouco mais cara. Minha agência que ficou responsável por parte desse processo e procurou as passagens para mim. Voo na companhia Delta com o roteiro Guarulhos>Detroit>Kalamazoo $1070,000.
  • Qual o seu cartão e como funciona?
Meu cartão é o Rendimento Visa Travel Money que só passa como crédito mas tem o mesmo sistema que o de débito. Meus pais tem uma conta vinculada a minha que somente eles tem acesso, nem eu posso mexer lá, eles vão na casa de câmbio todo mês depositar para mim a quantia que querem. Existe a possibilidade de transferir da sua conta do banco para o cartão VTM através do atendimento online do seu banco brasileiro mas meus pais não sabem usar o atendimento online e acham mais prático irem até a casa de câmbio só eles. Então eles depositam e depois de um hora já esta disponível para mim. Também podemos acompanhar a minha conta através de um aplicativo do Rendimento que tenho no meu celular, assim sei meu crédito e tem ate como bloquear o cartão de imediato caso aconteça alguma coisa. O cartão funciona assim: Você tem 10 dólares? Então você só pode usar 10 dólares, apesar de você passar como crédito você tem um limite e não tem como ultrapassa-lo. Optamos por não fazer cartão de crédito nem por emergência, já tivemos muitos problemas com essa belezinha e na minha família ninguém tem cartão de crédito. No cartão você também tem a opção de escolher seu banco como Bradesco, Itau, Banco do Brasil...
  • Custo dos quatro primeiros meses
Os primeiros meses você sempre gasta mais. Escola, roupa, utensílios para quarto e para se equipar ate conseguir se ajeitar e organizar tudo. De Setembro ate Novembro de 2014 temos um valor de $2,000.
  • Quanto pretendemos gastar por mais seis meses
Depois que você relaxa, já sabe o preço das coisas o que é barato e o que não é você aprende a controlar o seu dim dim e assim passa a aproveita-lo muito mais e utiliza-lo com sabedoria. Minha meta para 2015 é se organizar mais para que todo mês sobre pelo menos um pouquinho. O valor estimado por mais seis meses é de $2,500.
  • Valor Total
Meus pais são bem diretos comigo quando o assunto é dinheiro e sempre tivemos longas conversas sobre isso, sei muito da condição financeira da família e sou muito preocupada com isso ate porque sei que dinheiro não cai do céu ou nasce em árvore, então com ajuda do meu pai que sabe exatamente centavo por centavo gastos tivemos a conclusão que este investimentos todo vai sair por um valor arredondado de $14,500
 
O post ficou grande mas eu estava bem empolgada para escrever. Espero que ajude quem precisa e quem estiver com mais dúvidas ainda comente ai embaixo que irei responder e tentar te ajudar ao máximo <3

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